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Tiago Cruz ----1. Que tipos de pilhas existem actualmente no comércio?

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Pilhas são dispositivos electroquímicos que modificam reacções químicas em energia eléctrica.
As pilhas que se usam no dia-a-dia classificam-se em:

· Pilhas Primárias (não reutilizáveis)
· Pilhas Secundárias ou Acumuladores (recarregáveis)
· Pilhas de Combustível (Renovadas e produtos removidos)
· Pilhas de Concentração (variam as concentrações dos iões)

As pilhas que se comercializam são:

  • Pilha seca comum (Leclanché) - pilha com electrólito (substância que contém iões livres e que funciona como meio condutor de electricidade) pastoso e com pouca humidade;
  • Pilha alcalina comum – Versão actualizada e mais cara da pilha de Leclanché;
  • Pilha de mercúrio – Usada essencialmente em medicina e na indústria electrónica.
  • Bateria de níquel-cádmio – Reduzidas dimensões (utilização para tecnologia da baixo consumo);
  • Bateria de chumbo – Usada nos automóveis, designada vulgarmente por bateria, constituída por 6 pilhas ligadas em série;
  • Pilha de combustível – Consequência da reacção da génese da água a partir de hidrogénio e oxigénio.

2. Será que todas as pilhas têm a mesma voltagem?

Não porque têm diferentes concentrações de iões. Uma pilha de lítio tem 3V e uma pilha botão com óxido de prata tem 1,55V. O que levará a diferentes aplicações no quotidiano.


3. E no futuro que pilhas utilizaremos?

As pilhas de combustível vão ser o investimento do futuro, dado o seu potencial na preservação do meio ambiente. Só emite vapor de água. Tem um rendimento alto cerca de 50 a 60%, são silenciosas, não dispõem de orgãos mecânicos, o que faz reduzir os custos de manutenção, e também não produzem vibrações. O Hidrogénio, por outro lado, é praticamente inesgotável.
O princípio da pilha de combustível "fuel cell", baseia-se no processo electroquímico que combina directamente Hirogénio com Oxigénio do ar, a uma temperatura da ordem dos 100ºC, produzindo electricidade e vapor de água;

H2 + O = H2O + Electricidade

A energia eléctrica debitada é controlada pela quantidade de Hidrogénio fornecido às diversas células, que constituem a pilha.

17 de Outubro de 2008










Actividade 2
2.
Estes novos objectos constituíam uma vantagem tecnológica, já que as armas e ferramentas de metal eram mais resistentes e mais sofisticadas, o que levou a uma melhoria na qualidade de vida dos povos que as usavam.
Os metais constituem 80% da tabela periódica e a maior parte destes encontram-se combinados com outros elementos como o Oxigénio.
Os metais vieram modificar profundamente a sociedade humana ao acentuar a hierarquização social que viria a dar origem à nossa sociedade moderna, já que os adornos e armas de metal eram objectos preciosos só possuídos por alguns. Além disso, permitiram um maior desenvolvimento do comércio.
O domínio da técnica de trabalhar os metais foi sendo uma aprendizagem progressiva,

em que o metal mais utilizado foi variando de época para época.
Os metais são utilizados com frequência no nosso dia a dia. Quando vamos a passar na rua podemos ver inúmeras utilizações dos metais. Dos carros, candeeiros de rua às portadas das janelas e aos portões das nossas casas, em todos encontramos na sua constituição metais. O nosso telemóvel, o nosso computador, instrumentos musicais, entres outros objectos que todos utilizamos tanto na nossa vida pessoal como profissional são alguns dos muitos exemplos de objectos que são constituídos, mesmo que não seja na totalidade, por metais. Se tentássemos imaginar as nossas vidas sem essas utilizações de metal provavelmente não iríamos reconhecer as nossas casas (se estas resistissem) nem os nossos carros, que não deveriam continuar a funcionar.
Recentemente, os metais têm também sido muito utilizados na medicina onde por exemplo o aço inoxidável o titânio e a prata são utilizados para reparar fracturas de ossos.

Elementos (metais) Tóxicos em nossa vida





  • ALUMINIO
  • CÁDMIO
  • CHUMBO
  • ARSÊNICO
  • MERCURIO
  • NÍQUEL
*
*

act4

EDTA
    • ácido etilenodiamino tetra-acético
    • C10H16N2O8
    • O EDTA é um ácido que atua como ligante hexadentado, ou seja, pode complexar o íon metálico através de seis posições de coordenação, que são elas: através de quatro ânions carboxilato (-COO-), após a saída dos 4H+ dos grupos carboxílicos, e também através dos dois N.
Tiago, supostamente tiveste tempo de fazer as outras actividades na aula, se por qualquer motivo não podeste, devias ter conclu´´ido em casa.




ACTIVIDADE 11


TIPOS DE VIDRO

O vidro tem como matéria-prima sílica, carbonato de sódio, carbonato de potássio, carbonato de cálcio ou calcário e nitrato de potássio.
A qualidade do vidro pode ser analisada pela sua transparência, isto não é nada fácil de fazer….mas se compararmos um bom vidro com um vidro normal facilmente identificamos o bom vidro através da sua transparência e brilho.
A qualidade do vidro depende da sua composição e quantidade relativa dos seus componentes. As fábricas não produzem um vidro de tão alta qualidade como o nosso porque ficaria muito mais caro e não têm mercado para esse tipo de vidro.
Os corantes que nós utilizamos são partículas de vidro já coradas que adicionamos ao nosso vidro, o que nos permite fazer vidro de várias cores. Os corantes vêm de fábricas da Alemanha
As colorações do vidro obtém-se adicionando-se óxidos, por exemplo: adicionando óxido de cobalto teremos uma coloração azul escura, adicionando óxido de ferro uma coloração verde…Adicionam-se estes óxidos à areia antes de ir ao forno.
A areia é, por excelência, a matéria-prima do vidro.
É de admitir que o primeiro contacto do Homem com o vidro tenha acontecido de uma forma natural. Uma temperatura elevada e um pedaço de areia dão origem a uma pasta vítrea.
Aos longos dos milénios e dos séculos as técnicas aperfeiçoaram-se, as componentes utilitária e artística evoluíram, conviveram e convivem, são descobertas outras aplicações mas, a sílica (óxido de sílica), combinada com outras matérias e materiais, continua a ser a matriz do vidro.

O processo de fusão do vidro tem, na sua génese, o calor.
A composição vítrea fundida acerca de 1500 graus, é trabalhada em três processos distintos:

*Manual

*Semi-automatico

*Automático


O fogo e o seu domínio são fundamentais para a evolução da espécie humana essenciais na produção do vidro.
Quem descobriu o Vidro?
A história da descoberta do vidro é bem antiga, e os primeiros registos datam de 5000 a.C.
Há muitos anos, num país chamado Síria, havia negociantes que andavam de terra em terra a vender os seus produtos.
Um dia esses negociantes pararam para descansar e aquecer o almoço.
Fizeram uma fogueira e puseram ao lume um tacho pequeno chamado marmita.
Junto da fogueira havia pedras que começaram a derreter com o lume e formaram um líquido que os comerciantes nunca tinham visto.
Deram-lhe o nome de vidro e compreenderam que o líquido tinha sido feito pelo lume quando aqueceu aquele tipo de pedras e as derreteu. Essas pedras chamavam-se carbonato de soda natural.
Estava descoberto o vidro, que os povos nunca mais deixaram de usar até aos dias de hoje.

O que é o Vidro?
Ao longo dos anos, os povos foram fazendo novas descobertas para fazer vidro de melhor qualidade e de muitas cores.
Passou a utilizar-se areia muito fina chamada Sílica e construíram-se fornos para a derreter. Chama-se a isso fusão – a sílica fica da cor do fogo e transforma-se em vidro.
Quando está da cor do fogo, o vidro pode ser moldado ou soprado para fazer as peças que quisermos.
Para moldar o vidro usam-se moldes de madeira ou de ferro com as formas das peças que queremos produzir.
Para fazer garrafas e frascos o vidro é soprado através de um tubo em ferro, chamado cana do vidreiro.
Quando se quer fazer peças de vidro em cor, misturam-se tintas em pó, chamados corantes.
O vidro é muito resistente e dura muito tempo e, por isso, foi usado por todos os povos desde que os comerciantes sírios o descobriram.

O Vidro em Portugal
A corte portuguesa usava objectos em vidro fabricado no estrangeiro porque em Portugal não havia fábricas que produzissem vidro. Havia algumas oficinas em Lisboa, Santarém, Coruche, Abrantes, Elvas e Almeirim e mais algumas terras. Produziam vidro muito fraco porque não tinham máquinas nem operários para fazer vidro como se fazia no estrangeiro.
O Rei João V queria construir uma grande fábrica de vidros e escolheu uma terra junto de Lisboa onde havia uma grande floresta que pertencia ao Reino.
Uma grande fábrica de vidro só podia ser construída onde houvesse muita lenha para os fornos, que tinham de estar sempre acesos.
Se fossem apagados o vidro arrefecia e os fornos rebentavam.
Assim, surgiu em Coina a primeira fábrica de vidro em Portugal.

Fábrica de Vidros da Coina
Para trabalhar na fábrica da Coina o Rei D. João V mandou vir
trabalhadores do estrangeiro e foram eles que ensinaram os operários portugueses a fazer vidro.
Foram construídos fornos grandes e modernos e foi usada a lenha das matas do reino.
O rei convidou o irlandês João Beare para tomar conta da fábrica. Beare aceitou e a fábrica começou a trabalhar.
Fez vidro como se fazia no estrangeiro e o reino já não precisava de
gastar dinheiro a comprar vidro em alguns países como Inglaterra e
França.
O rei tinha orgulho na fábrica e oferecia peças em vidro a outros reis quando vinham a Portugal.
Um dia as pessoas de Lisboa acharam que iam ficar sem lenha para se aquecerem por causa da fábrica da Coina e foram pedir ao rei que a mandasse fechar.
O rei com muita idade estava doente e já não se levantava da cama.
Ouviu as pessoas fez-lhes a vontade.
Desta forma, foi fechada a fábrica de vidro da Coina.
Tipos de Vidros
VIDRO LAMINADO é formado por duas ou mais lâminas de vidro intercaladas de películas plásticas. É um vidro seguro, pois, ao romper-se, os cacos ficam presos na película, impedindo a passagem de pessoas e objectos. Utilizado para portas externas e internas, janelas, terraços, telhados, clarabóias, parapeitos, pisos, visores de piscinas e degraus devido à sua resistência a impactos e boa vedação do frio, calor e ruídos.

VIDRO REFLECTIDO
possui uma camada metálica espelhada na face externa, reflectindo os raios solares e reduzindo a passagem de calor e protegendo as carpetes, os móveis e os pisos. Não prejudica a visão de dentro para fora e não permite que se veja de fora o ambiente. Apropriado para regiões muito quentes e também para portas, janelas, coberturas, divisórias e boxes de banheiro.

VIDRO ARAMADO
tem uma estrutura de tela de arame que impede que os cacos se soltem quando parte. Não é tão resistente quanto os vidros especiais, contudo é mais barato. O seu uso é indicado para coberturas, terraços e portas.
VIDRO RECOZIDO - Obtido por fusão dos seus componentes, sendo à saída do forno sujeito a um tratamento de recozimento para eliminar as tensões internas.
VIDRO TEMPERADO - Obtido a partir do vidro recozido. O vidro é de novo aquecido a 650ºC, e submetido a um arrefecimento brusco (têmpera), o que provoca um aumento da sua resistência às tensões mecânicas, além de melhorar as suas condições térmicas. Em caso de rotura, o vidro fragmenta-se em pequenos bocados, limitando o risco de acidente por corte.

COMPOSIÇÃO
Os vidros utilizados na Construção Civil tem uma composição SILÍCICO-SÓDICO-CÁLCICA

  • Um vitrificante, a sílica, sob a forma de areia (70 a 72%).
  • Um fundente, o sódio, sob a forma de carbonato e sulfato (14%).
  • Estabilizantes, à base de óxido de cálcio e magnésio, sob a forma de calcário e dolomite (6 a 8%).
  • Diversos óxidos, como a alumina e a magnésia, que melhoram as propriedades físicas do Vidro.
  • Para certos tipos de vidro, a incorporação de diversos óxidos metálicos, permite conferir-lhes coloração na massa.
PROPRIEDADES FÍSICAS
  • DENSIDADE - é de 2,5 o que significa uma massa de 2,5 Kg/m2 por mm de espessura para os vidros planos.
  • DUREZA - Tem a dureza de 6,5 na escala de Mohs, entre a Ortose (6) e Quartzo (7).
  • RESISTÊNCIA À ABRASÃO - 16 vezes mais resistente que o Granito.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
  • ELASTICIDADE
    É o coeficiente E que relaciona o alongamento L, sofrido por uma barra de vidro de comprimento L e de secção S, submetida a um esforço de tracção de F. - E=7,2 x 10 daN/cm2
  • COEFICIENTE DE POISSON (Coeficiente de Contracção Lateral)
    É a relação, por unidade de comprimento entre a contracção transversal e o alongamento de uma barra de vidro submetida a um esforço de tracção. V=0,22
  • TRACÇÃO - A resistência à tracção varia de 300-700daN/cm2, e depende de:
    • Duração da carga
    • Humidade
    • Temperatura
    • Estado da superfície
  • COMPRESSÃO
    É muito elevada 10000 daN/cm2.
    FLEXÃO
A resistência à ruptura por Flexão é da ordem de:
  • 400 daN/cm2 para o vidro recozido polido
  • 1200 a 2000 daN/cm2 para o vidro temperado.