Pilhas Comerciais

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Mas o que é uma pilha?


Pilha, célula galvânica, pilha galvânica ou ainda pilha voltaica é um dispositivo que utiliza reações de óxido-redução para converter energia química em energia elétrica. A reação química utilizada será sempre espontânea.
Neste dispositivo, têm-se dois eletrodos que são constituídos geralmente de metais diferentes, que fornecem a superfície na qual ocorrem as reações de oxidação e redução. Estes eletrodos são postos em dois compartimentos separados, imersos por sua vez em um meio contendo íons em concentrações conhecidas e separados por uma placa ou membrana porosa, podendo ser composta por argila não-vitrificada, porcelana ou outros materiais. As duas metades desta célula eletroquímica são chamadas de compartimentos e têm por finalidade separar os dois reagentes participantes da reação de óxido-redução, do contrário, os elétrons seriam transferidos diretamente do agente redutor para o agente oxidante. Finalmente, os dois eletrodos são conectados por um circuito elétrico, localizado fora da célula, denominado circuito externo, garantindo o fluxo de elétrões entre os eletrodos.


Que tipos de pilhas existem actualmente no comércio?


Existem diferentes tipos de pilhas que são comercializadas:


Pilha seca comum (Leclanché) : composta por um ânodo de zinco e um cátodo e um cátodo de carbono.
Pilha alcalina comum : composta por um ânodo de zinco e um cátodo de dióxido de manganês.
Pilha de mercúrio : tipo de pilha alcalina. composta por um ânodo de zinco e um cátodo de óxido de mercúrio II.
Bateria de níquel-cádmio : Primeira pilha recarregável, com menor tempo de vida útil e menor capacidade energética.
Bateria de chumbo : Conjunto de pilhas ligadas em série cujos eléctrodos são feitos, um deles de chumbo, e outro de dióxido de chumbo.
Pilha de combustível : Assenta no processo electroquímico de junção de hidrogénio e oxigénio que produz electricidade.


Tipo de Pilha
Descrição
Pilha de Lítio
As pilhas lítio possuem uma quantidade enorme de energia em um espaço muito pequeno. Além de sua maior autonomia, a voltagem muito alta desempenha um papel importante nas pilhas lítio.
Bloco de lítio (2 pilhas em série)
Pilhas ligadas em série que, neste caso, proporcionam o dobro da voltagem.
Pilha de Lítio-Manganês
As baterias lítio-manganês compactas apresentam uma configuração onde um composto de óxido de manganês é usado no eletrodo positivo e uma liga de lítio e alumínio é usada no eletrodo.
Pilha óxido de prata
São geralmente utilizadas em relógios . O tempo médio de vida está estimado para mais de 10 anos.
Pilha Alcalina Cilindrica
A pilha alcalina tem voltagem de 1,5 V e não é recarregável. É indicada para equipamentos que requerem descargas de energia rápidas e fortes. Esta tem a particularidade da sua morfologia cilindrica.
Pilha Alcalina
A pilha alcalina tem voltagem de 1,5 V e não é recarregável. É indicada para equipamentos que requerem descargas de energia rápidas e fortes.
Pilha Seca Cilindrica
A pilha seca é formada por um cilindro de zinco metálico, que funciona como ânodo, separado das demais espécies químicas presentes na pilha por um papel poroso. O cátodo é o eletrodo central. Este consiste de grafite coberto por uma camada de dióxido de manganês, carvão em pó e uma pasta úmida contendo cloreto de amônio e cloreto de zinco. Esta pilha tem caráter ácido, devido a presença de cloreto de amónio.
Pilha Zinco-Ar
É usada em aparelhos auditivos e pagers. Tem capacidade elevada.
Acumulador Ni-Cd
Tem potencial energético maior do que o da de chumbo-ácido, o que faz com que seja de 20 a 50% mais leve, proporcionando um tempo de utilização superior para o mesmo peso. Não sofre queda de voltagem durante a utilização
Acumulador Ni-MH
Autonomia cerca de 40% superior a uma pilha Ni-CD com igual peso e volume.
Acumulador Li-Íon
Oferece a mais alta densidade energética.



Será que todas as pilhas têm a mesma voltagem?


Pilha em forma de botão de zinco-árgon
1,4 VoLts
Pilha alcalina cilíndrica
1,5 VoLts
Pilha em forma de botão alcalina
1,5 VoLts
Pilha seca ou de Leclanché
1,5 VoLts
bateria de níquel-cádmio
1,2 VoLts
bateria de hidreto metálico de níquel
1,2 VoLts
pilha de lítio
3 VoLts
bloco de lítio ( 2 pilhas em série )
6 VoLts


E no futuro, que pilhas utilizaremos?


As pilhas do futuro serão as combustiveis que utilizam combustiveis, como o H2O, CO e CH4, com os quais se processam reacções de combustão.
A combustão é um processo electroquimico que vai ocorrer em recipientes distintos. Num dá-se a oxidação do combustível, no outro a redução do oxigénio. Estas pilhas têm elevado rendimento, comparativamente à queima do combustível, devido às reduzidas perdas de calor para o exterior.


Extracção mineira


Mineração e garimpo na região de Carajás (Pará)

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Actividade 2


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A- Por que razão os complexos têm cor?

As cores observadas nos compostos de coordenação estão relacionadas com as energias permitidas para os electrões nos complexos.

Uma explicação para a cor nos complexos é a transição dos eletrões entre as orbitais d do metal de transição.

Como essas diferenças de energia entre as orbitais d são muito pequenas, a luz visível fornece energia suficiente para essa transição.

Que papel têm os metais para a vida humana?

Os metais são utilizados com frequência no nosso dia a dia. Dos carros, candeeiros de rua às portadas das janelas e aos portões das nossas casas, em todos encontramos na sua constituição metais. O nosso telemóvel, o nosso computador, instrumentos musicais, entres outros objectos que todos utilizamos tanto na nossa vida pessoal como profissional são alguns dos muitos exemplos de objectos que são constituídos, mesmo que não seja na totalidade, por metais. Se tentássemos imaginar as nossas vidas sem essas utilizações de metal provavelmente não iríamos reconhecer as nossas casas (se estas resistissem) nem os nossos carros, que não deveriam continuar a funcionar, e por ai fora.


Actividade 4

EDTA - Ethylenediamine tetraacetic acid.(ácido etilenodiamino tetra-acético).

É um composto orgânico que age como agente quelante, formando complexos muito estáveis com diversos iões metálicos. Entre eles estão magnésio e cálcio, em valores de pH acima de 7 e manganês, ferro (II), ferro (III), zinco, cobalto, cobre (II), chumbo e níquel em valores de pH abaixo de 7. O EDTA é um ácido que actua como ligante hexadentado, ou seja, pode complexar o ião metálico através de seis posições de coordenação, que são elas: através de quatro aniões carboxilato (-COO-), após a saída dos 4H+ dos grupos carboxílicos, e também através dos dois N.
  • Fórmula molecular: C10H16N2O8

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Hemoglobina

A hemoglobina, cuja abreviatura é Hb, consiste num pigmento respiratório presente nos glóbulos vermelhos dos vertebrados. Nos músculos encontra-se a mioglobina, uma variedade de Hb. A Hb é de cor escarlate quando oxigenada e vermelho-azulada quando não o está. A molécula de Hb compõe-se, por um lado, de quatro compostos pigmentados (grupos heme), que transportam a molécula de ferro (Fe) num anel porfírico e, por outro, de quatro cadeias peptídicas ou globinas (α, β, γ, ε). Estas são idênticas duas a duas, por estarem codificadas pelo mesmo gene, possuindo, portanto, a mesma sequência de aminoácidos. No ser humano sucedem-se três tipos de Hb: a Hb embrionária, nas células embrionárias, que é constituída por duas globinas α e duas globinas ε; a Hb fetal, que se forma nas células sanguíneas jovens (reticulócitos) do fígado e é composta de duas globinas α e duas globinas γ; a Hb adulta, que surge no final da gestação e é constituída por duas globinas α e duas globinas β.
Os aminoácidos das globinas podem sofrer mutações diversas: actualmente conhecem-se mais de 100 Hb (Hb falciforme, Hb Zurique, etc.).
O sangue humano contém cerca de 16% de Hb. Nos restantes mamíferos o sangue é estruturalmente idêntico à Hb adulta do ser humano (duas cadeias α e duas cadeias β).
A Hb tem como função captar oxigénio e transportá-lo dos órgãos respiratórios até aos órgãos que dele necessitem, através da corrente sanguínea. Cada grupo heme capta uma molécula de oxigénio (a Hb não se oxida, oxigena-se, apenas, transformando-se em oxi-hemoglobina).
A Hb também se encontra livre no sangue de alguns artrópodes e moluscos.

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Quelante


Quelante é um composto químico formado por um ião metálico ligado por várias ligações covalentes a uma estrutura heterociclista de compostos orgânicos como aminoácidos, peptídos ou polissacarideos.

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Actividade 5

Titulação é o processo empregado em química para se determinar a quatidade de substância de uma solução pelo confronto com uma outra espécie química, de concentração e natureza conhecidas.

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Ficheiro:Titolazione.gif


1- Determina o pH no ponto de equivalência da titulação de:

a) 0,001mol/dm³ de ácido cianídrico (HCN) com KHO, 0,1 mol/dm³.
Trata-se de uma titulação ácido fraco - base forte e o pH é 10,2. Por isso usa-se um indicador de fenoftaleína.

b) 0,001mol/dm³ de ácido nitrico ((HNO3) com NH3, 0,1 mol/dm³.
Trata-se de uma titulação ácido fraco - base forte e o pH é 10,2. Por isso usa-se um indicador de fenoftaleína.

c) 0,001mol/dm³ de ácido cianídrico (HCN) com NH3, 0,1 mol/dm³.
Trata-se de uma titulação ácido fraco - base fraca e o pH é 7. Por isso usa-se um indicador azul de bromotimol.
Ka(HCN)= 4,0x10^-10 Kb(NH3)= 1,8x10^-5 a 25ºC


2- Para cada uma das titulações referidas seleccione o indicador mais apropriado.

a) Usa-se um indicador de fenaftaleína por se tratar de uma titulação ácido fraco - base forte.
b) Usa-se um indicador de fenaftaleína por se tratar de uma titulação ácido fraco - base forte.
c) Usa-se um indicador de bromotimol por se tratar de uma titulação ácido fraco - base fraca.

Actividade 6

Exemplos de Catalizadores

Catalizadores industriais:
- O uso de catalisadores é fundamental no processo de fabrico de placas de circuitos electrónicos. São eles que permitem a deposição do cobre sobre a chapa com a impressão da matriz fotográfica, formando os condutores metálicos do circuito electrónico.

Catalizadores Biológicos:
-
Nos seres vivos, uma das catalisações mais frequentes é a das enzimas, sendo mesmo a mais importante. As enzimas são proteínas, que aumentam consideravelmente a velocidade da reacção, porque diminuem a energia de activação e são específicas, isto é, cada enzima só actua sobre determinas moléculas. Isto permite ao ser vivo necessitar de um menor dispêndio de energia.






Actividade 8



Leis
Expressões
Condições
Boyle - Mariotte
PV = kT

Temperatura constante
Charles e Gay - Lussac
P = kv T

Pressão e Puantidade Constantes

V = kp T

Volume e Quantidade Constantes
Avogadro
V = Vm
n
PTN

V = constante
n
Pressão e Temperatura Constantes

2 - Um gás ideal tem características diferentes das verificadas nos gases reais.

a) O modelo de um gás ideal assume que as moléculas são pontuais (não ocupam) e não existem forças intermoleculares.

b) Os gases reais comportam se de modo semelhante a um gás ideal quando a baixas pressões e temperaturas bastante acima do seu ponto de liquefacção.



Actividade 9


A indústria petroquímica é universamente considerada como um dos ramos industriais que mais problemas ambientais pode originar, mas cada vez mais se utilizam produtos obtidos através dessas industriais.
Esta elevada dependência de produtos da indústria petroquímica faz com que os riscos de poluição aumentem e a escassez de petróleo faz com que este ramo da indústria também se debata com a possibilidar de ficar com falta de matéria-prima.

Poluição a nível do transporte

A poluição do petróleo pode ser causada por qualquer derramamento de petróleo bruto ou de seus produtos refinados. Os maiores e mais danosos eventos poluidores usualmente envolvem derramamentos de petróleo ou pesados combustíveis de tanques sem capacidade ou plataformas furadas no mar, de navios ou embarcações ou explosões de poços ou de oleodutos danificados em terra.
A contaminação de ecossistemas terrestres afecta não somente a microbiota do solo, mas também a macrocomunidade residente. Os efeitos prejudiciais do óleo são mais acentuados na flora apesar de ocorrerem danos na comunidade animal. Ocorre também falta de investigações dos efeitos na flora

Efeitos em plantas: Os danos são mais acentuados, ocorrem nas partes mais sensíveis das plantas, como as raízes. Os efeitos são menores nas partes de madeira de árvores e arbustos. Efeitos indiretos incluem a falta de oxigênio no solo e consequente redução de microorganismos. Os microorganismos que degradam petróleo competem com as plantas por nutrientes minerais. Derramamentos de baixa escala podem algumas vezes atuar privilegiando o crescimento de algumas plantas, isso se deve pela ação como hormônio de componentes do petróleo. Os efeitos dependem do tipo de vegetação presente na área afetada.

Efeitos em animais: Por causa do alto teor de conteúdo lipídico e taxas metabólicas os animais do solo são provavelmente mais sensíveis do que as raízes das plantas. O óleo exerce um grande efeito sobre a respiração dos animais. Um efeito indireto sobre os animais é a exaustão de oxigênio no ar do solo por causa da degradação microbiana. Mais estudos deverão ser feitos para se esclarecer os danos causados às populações animais afetadas por derramamentos de petróleo.











Poluição a nível do uso do petróleo

Os combustíveis, provenientes do petróleo, quando queimados, emitem para a atmosfera gases como o dióxido de carbono e óxidos de enxofre e azoto. Isto provoca, portanto, poluição atmosférica, nomeadamente chuvas ácidas e o aquecimento global do planeta.








Combustíveis alternativos
O limite dos recursos naturais, que permitem a extracção de petróleo e outros combustíveis está a levantar problemáticas a nível mundial, devido:
- À elevada dependência mundial aos combustíveis fósseis, particularmente ao petróleo;
- Ao aumento das necessidades energéticas por causa do desenvolvimento das diferentes economias;
- À diminuição drástica das reservas conhecidas;
- À instabilidade política e assimetrias sociais que origina.

Assim, sendo os combustíveis fósseis são recursos não renováveis e, por isso, limitados, é essencial, assim, procurar novas alternativas que reduzam os impactes ambientais da utilização destes combustíveis e que os preservem. Os principais combustíveis que podemos destacar são:


Hidrogénio
– obtido da água e utilizado como combustível de motores e veículos através das pilhas de combustíveis;
Tem como vantagem a não há libertação de gases poluentes. E como desvantagem o elevado custo para equipamento.


Etanol/Metanol – o etanol é obtido a partir da fermentação de hidratos de carbono contido nos vegetais, sendo considerado o combustível com o maior potencial a curto prazo. O metanol é extraído através da catalisação do gás sintético, o qual é filtrado por intermédio de destilação. Tem como v
antagens funcionar sem sofrer quaisquer modificações e como desvantagens ser prejudicial à saúde humana e deve ser manuseado em sistemas totalmente vedados. Requer que o respectivo cultivo e produção utilizem fontes de energia renováveis para que o etanol não seja prejudicial ao ambiente.

Biodiesel – esteres produzidos a partir dos triglicerídeos contidos nos óleos vegetais ou animais e do etanol ou metanol. Tem como v
antagem poder ser utilizado nos motores diesel actuais sem que sejam necessárias alterações especiais quando misturado com o gasóleo convencional e pode ser distribuído utilizando as infra-estruturas já existentes. Como desvantagens tem o facto de ser necessário efectuar alguns investimentos, já que o biodiesel possui propriedades de armazenamento mais fracas do que o gasóleo convencional. Além disso, requer a adição de quantidades significativas de energia fóssil.

Biogás – constituído por metano e dióxido de carbono, em percentagens variáveis, obtido a partir de excrementos e resíduos agrícolas. Como vantagens temos o facto da operação não gerar a emissão de dióxido de carbono suplementar e mesmo as emissões de partículas e de óxido de azoto são inferiores aos níveis emitidos por um veículo pesado a gasóleo do mesmo modelo. As emissões de gases de efeito de estufa são muito reduzidas durante toda a cadeia de produção, particularmente se o método de produção utilizado for a gasificação da biomassa. Nas Desvantagens temos que o biogás requer a realização de modificações substanciais, caras e complicadas nos veículos e investimentos dispendiosos em novas infra-estruturas.

DME (Dimetil Éter) - combustível gasoso que pode ser produzido a partir do gás natural e da biomassa. As Emissões reduzidas de substâncias prejudiciais à saúde e ao ambiente e uma redução dos gases de efeito de estufa, prejudiciais ao clima, em cerca de 100 por cento são as suas vantegens e como desvantagens o DME requer, a curto prazo, investimentos em infra-estruturas semelhantes às já existentes, numa escala menor, para o GPL.




Actividade 10




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PET
PET

Transparente e inquebrável o PET é uma material extremamente leve.
Usado principalmente na fabricação de embalagens de bebidas carbonatadas (refrigerantes), além da Indústria alimentícia esta presente também nos setores hospitalar, cosméticos, têxteis, etc.





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PEAD
PEAD

Material leve, inquebrável, rígido e com excelente resistência química.
Muito usado em embalagens de produtos para uso domiciliar tais como:
Detergentes, amaciantes, sacos e sacolas de supermercado, potes, utilidades domesticas, etc.
Seu uso em outros setores também é muito grande tais como:
Embalagens de óleo, bombonas para produtos químicos, tambores de tinta, peças técnicas, etc.



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PVC
PVC

Material transparente, leve, resistente a temperatura, inquebrável.
Normalmente usado em embalagens para água mineral, óleos comestíveis, etc.
Além da indústria alimentícia é muito encontrado nos setores farmacêuticos em bolsas de soro, sangue, material hospitalar, etc.
Uma forte presença também no setor de construção civil, principalmente em tubos e esquadrias.





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PEBD
PEBD

Material flexível, leve, transparente e impermeável.
Pelas suas qualidades é muito usado em embalagens flexíveis tais como:
Sacolas e saquinhos para supermercados, leites e iogurtes, sacaria industrial, sacos de lixo, mudas de plantas, plasticultura, embalagens têxteis, etc.



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PP
PP

Material rígido, brilhante com capacidade de conservar o aroma e resistente às mudanças de temperatura.
Normalmente é encontrado em pecas técnicas, caixarias em geral, utilidades domesticas, fios e cabos , etc.
Potes e embalagens mais resistentes





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PS
PS

Material impermeável, leve, transparente, rígido e brilhante.
Usado e potes para iogurtes, sorvetes, doces, pratos, tampas, aparelhos de barbear descartáveis, revestimento interno de geladeiras, etc.



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OUTROS
OUTROS

Neste grupo estão classificados os outros tipos de plásticos.
Entre eles:
ABS/SAN, EVA, PA, etc.
Normalmente são encontrados em peças técnicas e de engenharia, soldados de calçados, material esportivo, corpos de computadores e telefones, CD'S, etc.



Métodos de identificação de plásticos



1.) Teste de Densidade.

A água apresenta a densidade igual a 1,0 g/cm3 e tomando-se este valor como referência,
pode-se analisar os materiais quanto a flutuabilidade.
Os materiais poliméricos que apresentam a densidade menor do que a água são: PEAD,
PEBD, PP, TPX, PIB, SBR, PB, alguns tipos de Borracha Nítrica e Poliisopreno.
Colocando-se a amostra em um recipiente com água e esta afundar, os polímeros acima
citados estarão eliminados. Neste tipo de identificação, é necessário um cuidado especial
com polímeros aditivados e carregados, pois tem alterada sua densidade.




2.) Teste de Beilstein.

É um teste rápido para a identificação de Halogênios no polímero, principalmente a
presença de Cloro.
Tomar um fio de cobre de aproximadamente 5 cm aquecendo até que se torne “rubro”,
tocar imediatamente o material a ser analisado com o fio de cobre e levá-lo novamente à
chama do Bico de Bunsen. A formação de uma chama verde, mesmo que momentânea,
indicará a presença de cloro (principalmente) ou outros halogênios. Ex: PVC, PVDC, etc.




3.) Teste de Solubilidade.


“A priori” são analisados os polímeros e os solventes em termos dos parâmetros de
solubilidade. Tem-se uma idéia da solubilidade do polímero no solvente, se o parâmetro de
solubilidade do solvente é próximo ou igual.
Fazendo-se o teste, têm-se as seguintes situações quanto ao polímero:
Solúvel a temperatura ambiente;
Insolúvel a temperatura ambiente, mais solúvel a temperaturas mais elevadas (T @ 60ºC);
Ocorre inchamento;
Insolúvel sem ocorrer inchamento
Os termoplásticos podem ser solúveis, insolúveis ou solúveis a elevada temperatura.
Os termorrígidos são insolúveis e não apresentam inchamento, mas passíveis de serem
atacados superficialmente por solventes.
Em borrachas ocorre o fenômeno de inchamento o qual é inversamente proporcional à
densidade de ligações cruzadas.
Na tabela 1 estão listados os parâmetros de solubilidade de alguns solventes.




4.) Testes de Aquecimento.


Este método de identificação nos fornece apenas uma idéia do material analisado, mas não
uma análise perfeita.
Metodologia: Neste teste será utilizada uma pequena quantidade de material
(aproximadamente 0,1g) para eliminar o risco de explosão, como é o caso específico do
Nitrato de Celulose.
Aquecer primeiramente somente a espátula sobre um bico de Bunsen, para que sejam
eliminados possíveis traços de material combustível.
Aquecer lentamente o material a ser analisado e a espátula. Caso houver um amolecimento
do material, será um termoplástico e, se não houver, será um termorrígido ou borracha.
Continuando o aquecimento, haverá a evolução de fumaça. Retirar o aquecimento e
identificar a fumaça em ácida, básica ou neutra com um papel indicador, verificando
também o odor da fumaça e coloração. É necessário um cuidado na inalação da fumaça,
pois pode ser altamente tóxica.
Continuando o aquecimento até a ignição do material. Após ignição, remover o
aquecimento. Temos assim dois casos a serem considerados, quanto a flamabilidade:
incendeia ou é auto-extinguível.
Na tabela 2, estão descritos alguns comportamentos dos principais polímeros submetidos ao
aquecimento.




5.) Análise dos Elementos Contidos no Polímero.


Nesta etapa pode-se determinar a presença dos elementos: Nitrogênio, Enxofre, Cloro,
Bromo, Iodo, Flúor, Oxigênio e outros através de análise química.




6.) Identificação Final.


Após as 4 etapas descritas acima, torna-se fácil a identificação final do polímero. Cabe
ressaltar que não será necessário realizar todas as etapas. Pode ser que com apenas uma ou
duas etapas já se consiga a sua identificação.
No caso específico do PEAD, PEBD, PEBDL, PEMD, PP, o teste de aquecimento
apresenta o mesmo resultado. Será necessário então, fazer-se o uso de um dos métodos
auxiliares que poderia ser o teste de Dureza, pois todos os materiais apresentam faixas
diferentes de dureza, o que possibilitaria a sua identificação.
Cabe ressaltar que o método mais rápido para a identificação destes materiais acima
citados, seria através do Teste de Gradiente de Densidade (ASTM D1505).
Temos ainda, outros métodos mais preciso para a identificação dos polímeros, com a
utilização de equipamentos sofisticados realizando ensaios, tais como: Espectroscopia
por Infra Vermelho, Análise Térmica Diferencial (ATD), Ressonância Nuclear
Magnética (NMR), Espectrofotometria por Absorção Atômica e muitos outros.
Discorreremos resumidamente a metodologia e os recursos de alguns destes
equipamentos.




6.1 Espectroscopia por Infra Vermelho

Com a utilização do Infra Vermelho, torna-se fácil à identificação de muitos polímeros.
Baseia-se na absorção de energia da região do infravermelho do espectro eletromagnético,
pelas ligações internas das estruturas contidas no polímero.
Para cada material tem-se picos e depressões de absorção determinada, por exemplo,
grupos: -C=O, -C-H, -CºN, -C-OH, ETC.
Estes picos e depressões de absorção são registrados em cartas de absorbância ou
transmissão versus comprimento de onda, e com a comparação dos padrões de polímeros
anteriormente determinados, torna-se possível a sua identificação.
Através da Espectroscopia por Infra Vermelho são possíveis as seguintes informações:
estrutura do polímero, tipos de aditivos, cristalinidade, comprimento da cadeia,
orientação, degradação e muitos outros.




6.2 Análise Térmica Diferencial


Este método consiste no aquecimento do material a uma taxa constante de velocidade,
juntamente com um padrão termicamente inerte (normalmente é utilizado o Coríndon ou
Óxido de Alumínio Alfa).
São registradas em curvas termo-diferencial ou termograma as diferenças de temperatura
entre o padrão e o material em teste. Ocorrem transformações endotérmicas ou exotérmicas,
e através da posição, forma e intensidade destes picos torna-se possível a sua identificação.
São possíveis as seguintes informações com o uso de ATD: determinação de Tg
(temperatura de transição vítrea) e de Tm (temperatura de fusão), reações químicas de
oxidação, degradação, desidratação, diagrama de fases de copolímeros, cristalização e
recristalização de polímeros e outros.





6.3 Ressonância Nuclear Magnética (NMR)



É baseado no fato dos prótons absorverem radiofreqüências quando estão em presença de
fortes campos magnéticos. É muito utilizado para a identificação qualitativa de substâncias
puras.
Existem ainda muitas outras técnicas para a identificação de polímeros que não foram
mencionados. Atualmente, devido ao avanço constante da tecnologia, diversas outras

novas técnicas de identificação estão sendo desenvolvidas.



Actividade 11