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1.

Uma pilha é um dispositivo no qual ocorre uma reacção de oxidação-redução espontânea, produzindo corrente eléctrica.


Actualmente existe 4 tipos de pilhas:


· Pilhas primárias (não recarregáveis)
· Pilhas secundárias ou acumuladores (recarregáveis)
· Pilhas de combustível
· Pilhas de concentração


As pilhas comerciais mais actualizadas no mercado são:

· P
ilha seca comum – Nesta pilha o electrólito não se encontra completamente seco, estando antes incorporado numa mistura pastosa húmida.
· Pilha alcalina comum – É uma versão mais cara e melhorada da pilha seca comum. O electrólito alcalino é geralmente um gel de KOH.
· Pilha de mercúrio – É um dos tipos de pilhas primárias, onde o ânodo é uma amálgama de zinco e mercúrio, o cátodo é uma pasta de óxido de mercúrio ligada a um botão de aço e o electrólito é uma pasta de óxido de Zn(s) e KOH.
· Bateria de chumbo – É constituída por um conjunto de 6 pilhas idênticas ligadas em série. Em cada uma das pilhas, o ânodo é constituído por uma grelha de uma liga de chumbo, o cátodo é uma grelha de chumba recoberta com dióxido de chumbo, e o electrólito é uma solução de ácido sulfúrico diluído.
· Bateria de níquel-cádmioÉ uma pilha mais cara que a de chumbo, mas mais pequena (semelhante a uma pilha seca).
· Pilha de combustívelSão pilhas cujos reagentes devem ser constantemente renovados, e os produtos constantemente removidos.











2 .

Nem todas as pilhas possuem a mesma voltagem. Um exemplo disto:
A pilha de Níquel-Cádmio possui uma voltagem de 1,4 volts, enquanto que a pilha alcalina comum possui uma voltagem de 1,54 volts.





3 .

As pilhas de combustível vão ser a tecnologia do futuro, dado o seu potencial respeitante à preservação do meio ambiente. A única emissão produzida é o vapor de água. O rendimento é elevado, da ordem dos 50 a 60%. São silenciosas, não dispõem de órgãos mecânicos, o que faz reduzir os custos de manutenção, e também não produzem vibrações. O Hidrogénio, por outro lado, é praticamente inesgotável.

Uma pilha de combustível utiliza-se, geralmente, nos painéis solares, e para fornecer energia eléctrica nas naves espaciais.

O princípio da pilha de combustível ("fuel cell"), baseia-se no processo electroquímico que combina Hidrogénio com Oxigénio atmosférico, a uma temperatura da ordem dos 100ºC, produzindo electricidade e vapor de água.

H2(g) + O2(g) = H2O(g) + Electricidade







Extracção Mineira


A - Extracção a céu aberto:

Este tipo de extracção provoca a contaminação dos recursos naturais do local, bem como a degradação paisagística das áreas circundantes, a acidulação dos solos, a poluição das águas e do ar, desflorestação, incêndios e destruição da fauna e flora. Este tipo de extracção é muito frequente nos Garimpos do Brasil (fig. 1).









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Fig. 1 - Garimpo no Brasil.


B - Extracção no subsolo:

Este tipo de extracção é realizado em minas à superfície quando o minério se encontra no solo e este é extraído sem recorrer a grandes perfurações.


Comentário:
Na extracção a céu aberto, nos garimpos do Brasil, pode-se verificar a falta de condições de trabalho dos mineiros. Há um número elevado de mineiros para a superfície de trabalho existente, tornando o seu trabalho pouco seguro e sujeito a quedas graves. As entidades reguladoras deviam actuar, este tipo de extracção devia estar sujeito a inspecções periódicas de higiene e segurança no trabalho. A extracção do subsolo também acarreta várias consequências e acho injusto os mineiros arriscarem a sua saúde e por vezes até a sua vida, quando se calhar ganham uma miséria de salário, enquanto que os seus superiores não põem a sua saúde em causa nem são eles que andam a explorar as minas mas a maior parte dos lucros é toda deles, acho que deviam ter mais consideração pelos mineiros pois fazem um trabalho duro e perigoso.




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Complexos




A- Por que razão os complexos têm cor?

A cor é uma das propriedades dos complexos. Os complexos com cor absorvem radiações da região do visível, transmitindo ou reflectindo as restantes. Esta absorção selectiva está associada à estrutura dos ligandos e do átomo central, uma vez que a presença do ligando faz deslocar as orbitais d do metal, que se encontram mais próximas dos ligandos, para níveis energéticos ligeiramente mais elevados, separando energeticamente as orbiatias d.

O fotão absorvido tem que ter energia igual à diferença de energia das orbiatais d mais energéticas e as menos energéticas.
A cor do complexo depende da:








  • Natureza do ião metálico, nomeadamente do número de electrões nas orbitais d.
  • Disposição espacial dos ligandos em torno do ião metálico
  • Natureza dos ligandos


B- Que papel têm os metais para a vida humana?

Para o ser humano existem metais essenciais e metais tóxicos, cujos efeitos dependem da concentração.
A falta ou o excesso dos metais essenciais pode tornar-se fatal para o ser humano.










Metais essenciais
Metais tóxicos
Ferro

Cálcio

Magnésio

Potássio

Sódio

Mercúrio

Chumbo

Crómio





Metais tóxicos e metais essenciais

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O ferro é um dos compostos da hemoglobina, que serve para transportar o oxigénio no sangue.

O cálcio é essencial para a transmissão nervosa, coagulação do sangue, contração muscular, actua também na respiração celular, além de garantir uma boa formação e manutenção de ossos e dentes. Por sua presença na formação óssea o cálcio é um dos elementos mais abundantes no corpo humano.


A maior parte do magnésio no organismo é encontrada nos ossos e os seus iões desempenham papéis importantes na actividade de muitas enzimas e, em reações que dependem de ATP. Também exerce um papel estrutural. O ião Mg2+ tem uma função estabilizadora para a estrutura de cadeias de DNA e RNA.

O ião K+ está presente nas extremidades dos cromossomas, estabilizando a sua estrutura.A bomba de sódio e potássio é um mecanismo pelo qual se conseguem as concentrações requeridas de iões K+ e Na+ dentro e fora da célula- concentrações de iões K+ mais altas dentro da célula do que no exterior - para possibilitar a transmissão do impulso nervoso.

O catião sódio Na+ tem um papel fundamental no metabolismo celular, como por exemplo, na transmissão do impulso nervoso através da bomba de sódio e potássio. Participa nas contrações musculares, no equilibrio ácido-basico e na absorção de nutrientes pelas células. A sua carência nos humanos pode causar: anorexia, náuseas, depressão, tonturas, dores de cabeça, dificuldade de memorização, fraqueza muscular , perda de peso.




Geralmente quem foi intoxicado pelo vapor do mercúrio pode apresentar sintomas como dor de estômago, diarreia, tremores, depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, sangramento nas gengivas, insónias, perdas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência. No sistema nervoso o produto tem efeitos desastrosos, podendo dar causa a lesões leves e até à vida vegetativa ou à morte, conforme a concentração.

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O chumbo é um dos mais perigosos metais tóxicos pela quantidade e severidade dos seus efeitos. É classicamente uma toxina crónica, sendo observados poucos efeitos após uma exposição aguda a níveis relativamente baixos. Pode ter efeitos no sangue, medula óssea, sistema nervoso central e periférico e rins, resultando em anemia, inapetência (anorexia), encefalopatia, dores de cabeça; dificuldade de concentração e memorização, depressão, tonturas, sonolência, fadiga, irritabilidade, cólicas abdominais e dores musculares, dores nos ossos e articulações, insuficiência renal e hipertensão; é tóxico para a reprodução e desenvolvimento humanos.


O excesso de crómio no organismo humano pode causar: dermatites, úlcera, problemas renais e de fígado.
Por outro lado, os compostos de crômio no estado de oxidação +6 são muito oxidantes e são cancerígenos.










Compostos de coordenação


Agentes quelantes - São compostos químicos formados por um ião metálico ligado por várias ligações covalentes a uma estrutura heterocíclica (aquela em que os átomos de carbono se ligam formando um anel) de compostos orgânicos como aminoácidos, péptidos ou polissacarídeos.
EDTA - ácido etilenodiamino tetra-acético.



É um composto orgânico que age como agente quelante, formando complexos muito estáveis com diversos iões metálicos. O EDTA é um ácido que actua como ligante hexadentado, ou seja, pode complexar o ião metálico através de seis ligações de coordenação:quatro aniões carboxilato (-COO-), após a saída dos 4H+ dos grupos carboxílicos, e também através dos dois N.

A sua forma molecular é C10H16N2O8.
É usado como descolorante para cabelos, nos detergentes, no fabrico de pães e derivados da industria alimentar. É usado durante tratamento endodôntico por ter uma função quelante e retirar iões cálcio (Ca2+). Essa afinidade com o cálcio, faz com que seja também utilizado como anticoagulante.


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A hemoglobina (Hb) é uma metaloproteína que contém ferro, presente nos glóbulos vermelhos (eritrócitos), que permite o transporte de oxigénio pelo sistema circulatório. A hemoglobina pode ser encontrada dispersa no sangue ou em várias células especializadas.









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Catalisadores
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As reações de catálise são de uso comum na indústria, além de ocorrerem em várias situações do nosso dia-a-dia, do nosso organismo e do meio ambiente. Os catalisadores diminuem a energia de activação necessária para a ocorrência de uma reação, aumentando a velocidade da reacção.



Na indústria:
No domínio da indústria automóvel os catalisadores são dispositivos instalados nas panelas dos tubos de escape nos automóveis, de forma a reduzir a emissão de gases poluentes.
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Funcionamento do catalisador: Ao passarem pelo catalisador, os gases emitidos durante queima de gasolina, os venenosos, o monóxido de carbono (CO), hidrocarboneto (HC) e óxidos de nitrogênio (NOx) são filtrados por uma estrutura em forma de colmeia composta por duas substâncias químicas (paládio e molibdênio) que reagem com esses gases, convertendo-os em vapor de água e outros gases não tóxicos, como o gás carbónico (CO2) e o nitrogênio (N2).




São também utilizados em larga escala na indústria farmacêutica, cosmética, química, petroquímica, refinação do petróleo (transformação do óleo bruto nos seus derivados).


Papel biológico:


Nos seres vivos, a catálise enzimática é muito importante. Os catalisadores biológicos - as enzimas - são proteínas que aumentam, significativamente, a velocidade de reacção pois diminuem a energia de activação e são específicas, isto é, cada enzima só actua sobre determinadas moléculas.



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O estado gasoso

Geralmente, define-se gás ideal como o gás que obedece à equação dos gases ideais:

P x V= n x R x T



Num gás ideal não existem forças intermoleculares, este encontra-se sempre no estado gasoso e as partículas têm choques elásticos, enquanto que os gases reais existem forças atractivas e repulsivas e os choques entre as partículas fazem variar a energia cinética.
Num gás real, à medida que a temperatura baixa, o volume diminui muito mais rapidamente do que num gás ideal. A passagem do estado gasoso ao estado líquido e, a temperaturas ainda mais baixas, do líquido ao sólido, deve-se ao balanço favorável das forças intermoleculares atractivas.
Quando os gases reais se encontram a baixas pressões, ou rarefeitos, e a temperatura elevada têm um comportamento idêntico aos gases ideais, que pode ser descrito pela lei dos gases perfeitos. Noutras condições, os gases reais não obedecem à lei dos gases ideais.


A partir da lei dos gases ideais pode-se concluir que:

Relação
Condições
Propostas estudadas por:
Identificada por:
A pressão do gás é inversamente proporcional ao volume.
T – constante
n – constante

Roberto Boyle
Edmé Mariotte

Lei de Boyle-Mariotte
O volume é directamente proporcional à temperatura.
P – constante
n – constante

Jacques Charles
Joseph
Gay-Lussac

Lei de Charles e Gay-Lussac
A quantidade química é directamente proporcional ao volume.
P – constante
T – constante

Amedeo Avogadro
Leis de Avogadro

A quantidade química é directamente proporcional à pressão.
V – constante
T - constante




Lei de Boyle-Mariotte:
P x V = constante
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Lei de Charles e Gay-Lussac:
V = constante x T

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Leis de Avogadro
:
V/n = constante
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n1 x P2 = n2 x P1

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A Indústria Petroquímicapetroleo.jpg
O petróleo é um recurso não renovável, pois a velocidade de consumo deste recurso é superior à sua capacidade de renovação.
Apesar de ser considerado um recurso não renovável, este é muito utilizado e consumido, o que gera muita dependência a este recurso.

O petróleo, tal como os outros combustíveis fósseis, é responsável por muitos problemas ambientais do nosso planeta., quer durante a sua elaboração, quer durante o seu transporte.



O impacte ambiental da Indústria Petroquímica manifesta-se a nível de:
  • Poluição das águas do mar - derrames de crude que têm origem em acidentes com petroleiros, fugas de crude ou combustível, lavagens ilegais de tanques, provocam as marés negras que afectam diferentes ecossistemas marítimos.
  • Poluição atmosférica - emissão de gases, como o dióxido de carbono ou óxidos de enxofre e azoto, devido à queima dos diferentes combustíveis, provenientes do crude, do carvão ou do gás natural. Este tipo de poluição provoca acidificação das chuvas e o aquecimento global do planeta.
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As marés negras provocam a morte de aves e a contaminação dos peixes. O tempo que um ecossistema demora a recuperar depende da forma como os poluentes se encontram no mar, do tipo de organismos que os absorvem, das quantidades em que são absorvidos e durante quanto tempo os podem absorver.
Em Portugal já ocorreram várias marés negras. Embora não tenham tido grandes dimensões, causaram prejuízos avultados.




  • Em Janeiro de 1975, o petroleiro Jacob Maersk incendiou-se à entrada do porto de Leixões, depois de ter encalhado num banco de areia. Toda a carga de 80 000 toneladas foi derramada, provocando uma enorme poluição.
  • Em Julho de 1989, o navio português Marão colidiu com os restos de um molhe no porto de Sines, derramando cerca de 1000 toneladas de crude e poluindo a costa alentejana.
  • Em Janeiro de 1990, o navio Aragón despejou cerca de 25 000 toneladas de crude ao largo do Atlântico, atingindo este a costa da ilha de Porto Santo (Madeira).

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Em 1992, a Organização Marítima Internacional decidiu que todos os petroleiros deveriam ser construídos com casco duplo até ao ano de 2015, pondo termo aos petroleiros de casco simples.
Devido à ocorrência das marés negras provocadas pelo Erika (1992) e pelo Prestige (2002), esta organização alterou o prazo para 2010, sendo os petroleiros mais antigos obrigados a deixar de transportar petróleo e os seus derivados a partir de 2005.



O limite dos recursos naturais, que permitem a extracção de petróleo e outros combustíveis, está a suscitar preocupações a nível mundial devido:
  • à elevada dependência relativamente aos combustíveis fósseis, em particular ao petróleo;
  • ao aumento das necessidades energéticas por causa do desenvolvimento das diferentes economias;
  • à diminuição drástica das reservas conhecidas;
  • à instabilidade política em diversas regiões produtoras de petróleo.

Combustíveis alternativosbiodiesel.JPG

Os combustíveis fósseis são recursos limitados e prevê-se que ainda durante o século XXI se esgotem as principais reservas de petróleo. Torna-se, portante, imprescindível encontrar alternativas que simultaneamente reduzam o impacto ambiental da utilização das combustíveis e preservem as reservas de combustíveis fósseis. Actualmente são utilizados como combustíveis alternativos (também designados de combustíveis verdes ou limpos):

  • Hidrogénio - obtido através da água e utilizado como combustível de motores de veículos através das pilhas de combustíveis. Este é considerado o combustível alternativo mais limpo.
  • Metano - obtido através da decomposição da matéria orgânica vegetal e animal. Este é utilizado para aquecimento e para a produção de adubos orgânicos.
  • Etanol - obtido a partir da fermentação de hidratos de carbono contido nos vegetais. Este serve para a obtenção de um derivado (MTBE) que, quando misturado com a gasolina sem chumbo, aumenta o índice de octano.
  • Metanol - obtido através de reacções anaeróbias de matéria orgância. Este serve para fabricar um aditivo (MTBE) que, quando incorporado na gasolina, permite obter carburantes sem chumbo e com maior índice de octano, tal como o etanol.
  • Biodiesel - são ésteres produzidos a partir dos triglicídeos contidos nos óleos vegetais ou animais e do etanol ou metanol. Este combustível apresenta mais vantagens em relação aos outros, pois pode ser implementado rapidamente sem necessidade de qualquer actualização tecnológica no sector de transportes colectivos e de carga. É muito menos poluente que o gasóleo; representa uma energia renovável que não contribui para o efeito de estufa; não liberta para a atmosfera qualquer composto de enxofre; origina sub-produtos utilizáveis para a agricultura e para a indústria.
  • Biogás - é constituído por metano e dióxido de carbono, em percentagens variáveis, obtido a partir de excrementos e resíduos agrícolas.

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Estes combustíveis podem ser utilizados directamente ou adicionados a gasolinas e gasóleos, como é o caso dos álcoois e do biodiesel, diminuindo o consumo dos combustíveis fósseis.

Em suma, as principais vantagens destes combustíveis alternativos são o facto de serem renováveis (biogás, biodiesel, álcoois) e menos poluentes. As suas principais desvantagens são o facto de terem uma baixa rentabilidade de produção (biogás, biodiesel, álcoois) e um elevado custo para equipamento (hidrogénio).



Alternativas aos Combustíveis

Actualmente existem diversas alternativas aos combustíveis, como as energias renováveis. As energias renováveis são fontes inesgotáveis de energia obtidas da Natureza que nos rodeia, podendo ser:

  • Energia solar - a energia do Sol pode ser convertida em electricidade ou em calor, como por exemplo, através dos painéis fotovoltaicos ou colectores solares.
  • Energia eólica - a energia dos ventos pode ser convertida em electricidade através das turbinas eólicas ou aerogeradores.
  • Energia hídrica - a energia da água dos rios, das ondas e marés podem ser convertidas em energia eléctrica, como por exemplo, as barragens.
  • Energia Geotérmica - a geotermia consiste no aproveitamento energético do calor da Terra. Esta energia resulta do fluxo de calor das camadas mais profundas e da radioactividade natural das rochas.
  • Biomassa - é a utilização de matéria orgânica na produção de energia. As biomassas mais utilizadas são a lenha, o bagaço da cana-de-açúcar, entre outros.
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Energia eólica Biomassa




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Identificação dos Plásticos

A palavra plástico deriva do adjectivo grego "plastikos", que significa moldáveis. No que diz respeito aos materiais sintéticos, as designações polímero e plástico usam-se indiferencialmente, embora seja comum empregar o termo plástico em relação aos materiais comerciais com todos os aditivos necessários ao seu processamento e utilização. O plástico vem das resinas derivadas do petróleo e pertence ao grupo dos polímeros.


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Os plásticos apresentam uma simbologia específica para a sua identificação. Devido à diversidade de plásticos e à sua especificidade, recorre-se a um código internacional, composto por letras e números que permitem a sua identificação.
  • PET - politereftalado de etileno - Características: mais denso que a água, brilhante e transparente. Utilização: garrafas e frascos para bebidas carbonatadas. Produtos resultantes da reciclagem: fibras têxteis e fibras de enchimento.
  • PEAD (ou HDPE) - polietileno de alta densidade - Características: menos denso do que a água, rugoso ao toque. Utilização: garrafas para leite, detergentes domésticos e óleos, caixas e revestimento de fios eléctricos. Produtos resultantes da reciclagem: embalagens, tubos, vasos, mesas...
  • PVC - policloreto de vinilo - Características: mais denso do que a águaa, muito resistente. Utilização: embalagem para detergentes, tubagens para saneamento. Produtos resultantes da reciclagem: tapetes, cabos e revestimento para chão, isolamento térmico e acústico...
  • PEBD (ou LOPE) - Características: menos denso do que a água, flexível, mole, sedoso ao toque. Utilização: sacos, embalagens, produção de celofane. Produtos resultantes da reciclagem: películas, sacos do lixo, pavimentos...
  • PP - polipropileno - Características: muito menos denso do que a água, flexível, mole, sedoso ao toque. Utilização: embalagens para produtos lácteos e para alimentos congelados, sacos de ráfia. Produtos resultantes da reciclagem: caixotes, escovas, produtos para a indústria automóvel...
  • PS - poliestireno - Características: mais denso do que a água, fácil de cortar e rígido. Utilização: contentores para alimentos, copos descartáveis, isoladores, esferovite. Produtos resultantes da reciclagem: vasos, cabides, interruptores...
  • Outros ou combinação de uma ou mais resinas - Características: produzidos, por exemplo, a partir da mistura de outros polímeros. Utilização: embalagens. Produtos resultantes da reciclagem: mesas, cadeiras, material náutico...

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Os diferentes polímeros (plásticos) para serem reciclados, isto é, processados, devem ser amolecidos a altas temperaturas, separadamente. A separação, portanto, é a primeira etapa do processo de reciclagem e deve utilizar diferentes propriedades físicas dos polímeros, isto é, densidade, condutividade térmica, temperatura de amolecimento, etc.

Os polímeros são usualmente identificados por técnicas instrumentais, tais como: ormometria, espalhamento de luz, ultra-centrifugação (mediante determinação da correspondente massa molar); espectrometria de infravermelho e ressonância magnética nuclear; calorimetria diferencial e cromatografia líquida. Entretanto, os polímeros mais comuns podem ser distinguidos por métodos mais simples como:
a) combustão e pirólise (métodos destrutivos);
b) densidade (método não destrutivo).

A densidade do polímero depende se o polímero é linear ou ramificado, da massa molar, da extensão da cristalinidade e depois do tratamento térmico do plástico.
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Todos os plásticos devem receber o símbolo do material com qual foram fabricados a fim de facilitar sua destinação final.
Porém não é raro acontecerem casos em que os materiais não apresentam o símbolo. Um factor que contrinui para isto é o facto de algumas indústrias não colocarem nos seus produtos qual o tipo de resina usada nestes. É também muito frequente que os materiais cheguem à recicladora aos pedaços, quando fica praticamente impossível determinar o tipo de resina com que o produto foi fabricado, independentemente da experiência do operador ou profissional encarregado pela separação do material.
Uma forma muito comum e prática de identificar o tipo de resina é através da queima do material.
Ao queimar o material pode-se observar a cor e o tipo da chama, o odor e algumas características sutis.


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Em suma:

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Plásticos vs. Vidros


O vidro é uma substância inorgânica e homogénea,maioritariamente formada por sílica, proveniente de areia misturada com outros óxidos. O vidro tem uma estrutura de um sólido amorfo: não possui organização regular e repetitiva. O arrefectimento rápido da mistura de sílica fundida, que origina o vidro ou o material vítreo, não permite que ocorra a cristalização, logo, não se estabelecem todas as ligações entre unidades estruturais tetraédricas.



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É difícil estipular datas precisas na história do vidro. Segundo alguns autores, os marcos mais importantes são:
  • Aparecimento dos primeiros objectos em vidro - 3000 a.C a 2000 a.C. - produzidos pelos egípcios ou pelos fenícios;
  • Utilização da técnica de soprar o vidro pelos fenícios - 300 a.C;
  • Industrialização do fabrico de vidro em Murano (Veneza) - Século XIII - com elevado grau de transparência e coloração diversa;
  • Produção de vidro de janela a partir de vidro soprado - Século XV;
  • Produção de vidro de janela a partir de lâminas - A partir de 1904;
  • Obtenção de objectos de vidro a partir de vidro soprado em moldes - Início do século XX.


Foi só no século XVIII que se estabeleceu em Portugal a indústria vidreira — na Marinha Grande - e ainda hoje esta existe. Anteriormente, há notícia, desde o século XV, da existência de alguns produtores artesanais de vidro.
O vidro era obtido através da incineração de produtos naturais com carbonato de sódio. Houve diversos fornos para a produção vidreira em Portugal, mas a passagem de uma produção artesanal, muito limitada, para a produção industrial foi lenta. Uma fábrica existente em Coina veio a ser transferida para a Marinha Grande, em consequência da falta de combustível. Estava-se no reinado de D.João V. A proximidade do Pinhal de Leiria, teria aconselhado a transferência da antiga Real Fábrica de Coina. A abundância de matérias primas e de carburante aconselhavam o fomento dessa indústria naquela região.
Actualmente, a Marinha Grande continua a ser o maior centro vidreiro do país. Portugal produz, essencialmente, vidro de embalagens e vidros domésticos.

Com o objectivo de diminuir os custos de produção, relacionados com o consumo energético e com a utilização de revestimento refractário espacial nos fornos e outros utensílios, adiciona-se fundente à mistura de sílica que origina o vidro. O fundente tem como objectivo baixar o ponto de fusão da mistura, verificando-se também a diminuição da viscosidade.

A adição de fundentes altera as características do vidro, sendo possível obter vidro de diferentes tipos.
Os diferentes tipos de vidro estão associados à composição da mistura originária.



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Os plásticos apresentam um grau de transparência idêntica à dos vidros, tendo vindo a substituí-los.
Os vidros e os plásticos não têm as mesmas propriedades, mas alguns dos plásticos possuem propriedades que permitem a sua substituição.



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Para além destas propriedades, os plásticos têm menores custos de produção, uma vez que não é necessário um gasto de energia tão elevado como no vidro.



Os Biomateriais

Biomaterial é uma substância ou uma mistura de substâncias, natural ou artificial, que actua nos sistemas biológicos (tecidos e órgãos), parcial ou totalmente, com o objectivo de os substituir, aumentar ou tratar.

Muitas vezes associa-se o conceito de biomateriais a materiais de origem natural, mais conhecidos por biopolímeros, mas esta definição não é inteiramente correcta, já que existem biomateriais de origem sintética que podem contactar directamente com o organismo, desempenhando diversas funções benéficas na área da saúde.

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Exemplos de biomateriais:

  • próteses;
  • órgãos artificiais;
  • implantes;
  • lentes de contacto;
  • marcapassos (aparelho de regulação de batimentos cardíacos).

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Ciências como a nanotecnologia dos tecidos e engenharia dos materiais têm vindo a desenvolver em conjunto importantes avanços no ramo dos biomateriais.
Todo o processo de fabricação engloba várias etapas: desde a seleção de material, onde existe uma vasta gama de opção, tendo em conta que podem ser utilizados metais ou ligas metálicas, materiais cerâmicos, compóstiso, tecidos ou malhas de poliéster e polímeros de natureza variada; análise de quantidades (onde a medição e cotagem é fundamental); possíveis reacções no organismo (onde se requer uma cuidada análise química, fisiológica e mecânica da relação biomaterial-organismo); etapas estas onde o papel das ciências referidas anteriormente tem uma importância crucial. É então fundamental este processo, para que o resultado seja o esperado e, consequentemente, para que o consumidor fique satisfeito.
No entanto, tudo isto implica grandes gastos económicos, o que faz dos países mais desenvolvidos os únicos capazes de investir nesta área e, consequentemente, onde existe uma maior taxa de utilização.


Uma definição complementar essencial para a ciência dos biomateriais, é a “biocompatibilidade”, que pode ser definida como a capacidade do material ter uma resposta apropriada numa aplicação específica, com o mínimo de reacções alérgicas, inflamatórias ou tóxicas, quando em contacto com os tecidos vivos ou fluidos orgânicos. A biocompatibilidade compreende as interacções dos tecidos humanos e fluidos, incluindo sangue, com um implante ou material. As interacções podem ser do meio fisiológico sobre o material ou acção do material no corpo, sendo difícil separar estas duas interacções. Um biomaterial deve ser biocompatível numa aplicação específica, assim, as especificações da biocompatibilidade devem incluir as condições de utilização e avaliação.
  • Biocompatibilidade negativa - ocorre uma reacção não esperada.
  • Biocompatibilidade alargada - utilizado o material específico para o fim que se pretende e deve ter uma capacidade de resposta de uma forma específica.


Além da biocompatibilidade, os biomateriais devem possuir biofuncionalidade, ou seja, a capacidade de desempenhar apropriadamente a função desejada, dada as suas propriedades mecânicas, físicas, e químicas.

Classificação dos biomateriais, segundo o comportamento biológico:
- Bioinertes;
- Biotolerados;
- Bioactivos;
- Reabsorvíveis



A evolução dos biomateriais é relativamente recente. No entanto, é possível dividi-la em 3 gerações:

1. Primeira geração – implantes ósseos (primeira articulação artificial da anca desenvolvida em 1961), são inactivos (próteses) e bioinertes;

2. Segunda geração – dispositivos bioactivos (iniciou-se nos anos 70) - Os materiais bioactivos são capazes de induzir a formação de uma interface, com grande resistência, entre implante e material. A formação de tal interface envolve inicialmente a libertação, pela superfície do material bioactivo, de iões de cálcio, fosfato, sódio e silicato;
3. Terceira geração – engenharia de tecidos (até à actualidade), adpatáveis inteligentes.